VW Taos: SUV anti-Jeep Compass terá motor 1.5 e transmissão mais modernos (mas não no Brasil)


O novo SUV médio VW Taos foi exibido hoje, ainda com disfarces, à prensa especializada. Sem grandes surpresas em relação ao que previmos, quando o SUV ainda se chamava “projeto Tarek”, ele terá no Brasil e na Argentina uma mecânica muito subalterno àquela que será oferecida nos EUA — onde terá uma versão mais moderna do motor EA211, mais potente e mais econômica que a nossa.
O protótipo pode ser considerado no Brasil uma vez que o primeiro grande opoente – de veste, com mesmas medidas e posicionamento de preços – do imbatível (?) Jeep Compass. O novo SUV será fabricado na fábrica de General Pacheco, na Argentina, com entregas a partir do primeiro semestre do ano que vem, resultado de um investimento de US$ 650 milhões na região. Em 13 de outubro, a semblante definitiva do sege será mostrada ao mundo.

O QUE NÃO TEREMOS
Nos Estados Unidos, a marca anunciou hoje, simultaneamente com a apresentação do sege mascarado, que o VW Taos a ser comercializado por lá terá características mecânicas muito melhores que as do “nosso”: um motor 1.5 de 160 cv em uma versão de tração frente com câmbio de oito marchas e   uma de tração integral e câmbio de dupla embreagem e sete marchas.
Apesar do motor 1.5 ter cilindrada maior e ser mais potente do que o 1.4 EA211 do Jetta e do Tiguan, ele será mais eficiente no uso de combustível. Isso porque terá usará o ciclo Miller, no qual as válvulas de recepção são fechadas no início do ciclo de recepção para ajudar na economia de combustível. Para um motor turboalimentado, tem uma taxa de compressão subida, de até 11,5:1. Veja cá uma vez que o “primo” da Skoda se saiu nos testes de consumo e desempenho contra o Jeep Compass turbinado.
Outra novidade do motor é o uso de uma turbina de geometria variável, um item que é raríssimo em modelos a gasolina. Mais eficiente, ele fornece maior pressão. Falando em pressão, a injeção de combustível será a até 350 bar, produzindo melhor atomização da mistura ar/combustível e menor tempo de injeção, além da formação de mistura otimizada e menor emissão de partículas.
Levante motor 1.5 turbo será acoplado a uma sofisticada transmissão automática com oito velocidades na versão com tração frente (com modo Sport). Já os modelos AWD, com tração integral, terá uma transmissão automática DSG de dupla embreagem de sete velocidades. Mas, infelizmente, o Brasil mais uma vez ficará para trás.
O QUE TEREMOS
Cá na América do Sul, porém, teremos a conhecida mecânica 1.4 TSI com o câmbio automático de seis velocidades e tração somente frente já usados nos modelos T-Cross, Tiguan Allspace, Jetta e Polo/Virtus GTS. Uma opção feita por questões de custos, e que nos deixará, mais uma vez, defasados em relação às melhores tecnologias que são oferecidas no resto do mundo.

A suspensão traseira do Taos será do tipo multilink, enquanto o rival Jeep Compass usa McPherson nos dois eixos. A marca ainda anunciou ainda que o protótipo de nossa região terá, uma vez que não poderia deixar de ter, os sistemas ACC (piloto automático adaptativo) e a meão multimídia “lugar” VW Play. Na lista de equipamentos, por enquanto, a única novidade em relação aos irmãos SUV será o alerta de tráfico cruzado (alerta, ao se dar ré, se há carros se aproximando).
O SUV
O VW Taos faz segmento da “ofensiva SUV”, começada em 2017, entrando em segmentos nos quais a marca não competia. Depois de anos de uma inexplicada letargia, a marca enfim planejou sua tardia ofensiva de SUVs, que foi iniciada por Tiguan Allspace e seguida de T-Cross e Nivus. O Taos usará a mesma plataforma MQB deles – e também da dupla Polo/Nivus e ficará “entre os SUV mais vendidos do mercado”, diz Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen Brasil e Argentina.
Segundo dados mostrados pela marca na apresentação, os SUVs são hoje 36% do mercado global. Chega a 49% nos EUA, 35% na Europa. No Brasil, ainda está em 22%, com tendência de subida. Em 2025, a Volkswagen pretende ter 30 SUV no mundo, e os SUVS dela e de outras marcas, juntos, devem chegar a 37% de participação no mercado.
 
 
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