O futuro dos carros elétricos pode estar no fundo do mar?


Tesla Model 3 (Divulgação)
Alguns gostam de mostrar os carros elétricos porquê grande salvação para os problemas ambientais da humanidade causados pelo transporte individual. Mas, assim porquê acontece com o petróleo, as baterias também trazem problemas ecológicos. Daí vem a incessante pesquisa por alternativas a essa opção de transporte “virente”. E pode ser que uma boa novidade venha do fundo do mar – mais especificamente, de Clarion-Clipperton, uma região do Oceano Pacífico.
Algumas marcas, porquê a japonesa Toyota, acreditam mais no caminho dos elétricos a rima/célula de combustível, que usam o hidrogênio porquê um meio de armazenamento –  para depois gerar a eletricidade a partir de sua eletrólise, emitindo só vapor d’chuva. Além de usarem baterias muito menores, ainda evitam a recarga, que é substituída por um rápido provimento. É o caso do Toyota Mirai (leia cá).

Outras, porquê a norte-americana Tesla, acreditam totalmente no caminho atual, dos elétricos a bateria (leia cá a avaliação do Model 3). Mas essas baterias dependem muito de elementos químicos encontrados em regiões limitadas da superfície terrestre. Elon Musk chegou a sugerir uma invasão da Bolívia, rica deste elemento, e o possessor da Tesla, inclusive, ridiculariza a rival Nicola, que aposta nas células de combustível (não só ela; indústrias do segmento têm se valorizado muito recentemente).

Mas a limitação da oferta de elementos químicos para uso nas baterias de carros, e alguns dos outros impactos negativos da exploração destes elementos no envolvente, podem ser ambos em segmento aliviados com a exploração de uma “novidade fronteira”: o fundo do mar, onde estão os cobiçados nódulos de manganês.
O ESTUDO
Isso é o que mostra uma pesquisa divulgada esta semana. A partir de análises de nódulos encontrados no fundo do mar, os cálculos do estudo indicam que seu uso, em vez do uso de elementos encontrados em minas na superfície terrestre, pode gerar uma enorme redução no impacto no clima da Terreno.
O estudo, que foi publicado no Journal of Cleaner Production, faz uma avaliação comparativa do ciclo de vida de fontes de metal para as baterias dos carros elétricos, quantificando as emissões diretas e indiretas e interrupções na captação de carbono ocorridos na mineração, processamento e refino dos metais das baterias. 
Esta semana, no aguardado “Battery Day”, a Tesla anunciou que pretende expulsar o uso do cobalto nas baterias, mas não disse porquê e nem quando. Enquanto fabricantes de EV porquê Tesla e Polestar lideram um movimento pela transparência em toda a indústria automotiva e revelam as pegadas de carbono ao longo da vida de seus carros, o novo estudo vai além, pensando na mudança da manadeira de produção dos metais para as baterias.
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Intitulado “Impactos das mudanças climáticas do ciclo de vida da produção de metais de baterias a partir de minérios terrestres versus nódulos polimetálicos de cimeira mar”, o item analisa um cenário de demanda de produção de níquel, cobalto, manganês e cobre para fornecer um bilhão de baterias de carros elétricos de 75 kWh (com química NMC 811: 80% níquel, 10% manganês e 10% cobalto). Para cada bateria, são necessários 85 kg de Cobre, 56 kg de níquel, 7,1 kg de cobalto e 6.6 kg de manganês.
Depois, compara os impactos nas mudanças climáticas do fornecimento desses quatro metais usados nos carros elétricos de duas fontes: minérios convencionais encontrados na terreno e  nódulos de manganês, rochas polimetálicas com altas concentrações dos quatro metais, encontrados soltos, no fundo do mar, a 4 a 6 km de profundidade.
“Olhando da mineração ao processamento e refino, quantificamos três indicadores para cada tipo de minério: emissões diretas e indiretas de dióxido de carbono (CO2) equivalente, impacto nos estoques de carbono sequestrados existentes e interrupção de futuros sequestros de carbono”, explicou a autora principal do estudo, Daina Paulikas, do Meio de Minerais, Materiais e Sociedade da Universidade de Delaware.
O estudo descobriu que a produção de metais de bateria a partir de nódulos pode reduzir as emissões humanas ativas de CO2 em 70 a 75%, o carbono armazenado em risco em 94% e a interrupção dos serviços de sequestro de carbono em 88%.
“Em terreno, o carbono é armazenado na vegetação, solo e detritos. No fundo do mar, o carbono é armazenado em sedimentos e chuva do mar. A produção de metais para um bilhão de carros elétricos a partir de minérios terrestres impactaria 156.000 km2 de terreno e 2.100 km2 de fundo do mar para a eliminação de rejeitos em cimeira mar. A produção da mesma quantidade de nódulos afetaria 508.000 km2 do fundo do mar durante a coleta de nódulos e 9.800 km2 de terreno durante o processamento metalúrgico.
O recurso em si dá uma vantagem significativa, mas ter inferior carbono não é suficiente. Estamos trabalhando para retirar o carbono da atmosfera, não acrescentá-lo”, disse Gerard Barron, CEO da DeepGreen Metals. “Usaremos robustez hidrelétrica em terreno; estamos explorando eletrocombustíveis para cevar operações offshore e equipamentos elétricos e redutores de carbono negativo no processamento metalúrgico. Junte tudo isso e teremos uma chance de trazer metais com carbono negativo para o mercado. ”
Clique para ampliar em outra aba. Feche a aba para voltar. No planta da esquerda, a exploração em terreno, na direita, a região oceânica onde os mesmos elementos seriam encontrados. Aquém do planta, o impacto de cada um
OS PORÉNS
Um primeiro porém, e grande, é que os nódulos de manganês não têm lítio em sua constituição, e oriente, que é um dos principais elementos das baterias atuais, terá que continuar a ser procurado e explorado em outros locais.
Outro enorme problema é que a região de Clarion-Clipperton, onde há esta grande concentração de nódulos (mostrada no planta mais no cimeira, à direita), apesar de não ser ser tão extensa, é riquíssima em biodiversidade e não pode ser explorada tão facilmente.
Algumas espécies precisam da superfície dos nódulos para viver. Vídeos gravados na região mostram que nos lugares onde há mais nódulos há uma quantidade maior de peixes, com tamanho e variedade maiores que espécies em áreas com menos nódulos. Aliás, a região é Patrimônio da Humanidade, ou seja, nenhum país pode declarar soberania sobre ela. Quem controla a proteção ao meio envolvente por lá é a Mando Internacional dos Fundos Marinhas (ISA), um órgão ligado à ONU.
A ISA outorgou 16 licenças de exploração com fins de mineração na região, para governos de países membros, companhias privadas patrocinadas por eles. Hoje, 32% do território está sob contratos de exploração, 35% foi definido porquê extensão protegida e 33% está reservado para exploração por segmento de países em desenvolvimento. Mas as empresas ainda estudam custos e formas de explorar esse suposto tesouro submerso sem motivar outros problemas ambientais, e a um dispêndio viável. 
Porquê já sabemos, a corrida pelos carruagem mais limpo tem vários trajetos possíveis, diferentes e simultâneos. Além dos modos de estocar a robustez dos carros elétricos (rima de combustível, baterias, etc.), – precisamos ter desvelo com porquê gerar a eletricidade (robustez hidrelétrica, eólica, solar, etc.). Oriente é unicamente mais um caminho, em meio a tantas possibilidades. O resultado, e qual vale mais a pena, saberemos daqui a alguns anos.
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