Indústria tem estoque de carros para apenas mais 24 dias


Estoqie de carros dá conta de somente mais 24 dias de vendas, aponta Anfavea
O estoque de carros parados nos pátios de montadoras e concessionárias caiu no término de julho para um volume equivalente a 24 dias de venda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo a partir de dados da Associação Vernáculo dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgados nesta sexta.
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O relatório mensal da Anfavea indica ainda que a produção de veículos no país caiu 36,2% em julho na verificação com o mesmo mês de 2019, ao passar de 267 milénio unidades para 170,3 milénio. Comparada à produção de junho, quando foram produzidos 98,4 milénio, houve aumento de 73%. No amontoado do ano a produção de novos veículos registrou queda de 48,3%, com 899,6 milénio unidades perante as 1.741,3 milénio do mesmo período do ano anterior.
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De conformidade com o presidente da Anfavea, Luis Carlos Moraes, a produção das fábricas que estavam paradas devido à pandemia de covid-19 voltaram no mês de julho e praticamente todas as montadoras voltaram a produzir, mesmo que em um ritmo dissemelhante. Ainda assim o estoque de carros ainda está prejudicado
“No amontoado do ano a queda na produção foi significativa comparado com mesmo período de 2009 por conta da paralisação em março e abril e o retorno gradativo das fábricas em maio, junho e julho. Porém o ritmo está mais inferior por conta dos cuidados com a saúde. Muitas voltaram em um vez só e outras voltaram em dois, mas com menos pessoas na risca de produção”, disse Moraes.
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Segundo a Anfavea, as vendas em julho chegaram a 174,5 milénio veículos, um aumento de 31,4% na verificação com junho. Na verificação com julho de 2019 quando as vendas atingiram as 243,6 milénio unidades, houve queda de 28,4%. No amontoado do ano também houve queda (-36,6%) ao passar dos 1.551,8 milénio carros vendidos para os 983,3 milénio. “As vendas foram as piores desde julho de 2006, mas foram o melhor resultado desde o início da pandemia de covid-19”, ressaltou Moraes.
As exportações de veículos montados cresceram 49,7% em julho perante junho, ao atingir as 29,1 milénio unidades. Em relação a julho do ano pretérito, as vendas para o exterior caíram 30,8%% e no amontoado do ano a queda foi de 43,7%, já que foram comercializadas 149,7 milénio perante 264,1 milénio.
“Foi um mês bom, porque uma vez que as empresas ficaram paralisadas durante abril e maio secção desses embarques foram feitos em julho. Havia ainda um represamento de embarques de meses anteriores por conta da liberação de importação do governo prateado e isso foi regularizado secção em julho. O número inferior no amontoado do ano se deve ao vestuário de que os principais mercados também estão sofrendo pela crise causada pela pandemia”, explicou.

De conformidade com a associação, o trabalho no setor sofreu variação negativa de 1,2% ao reduzir em julho o número de postos de trabalho de 124.001 (em junho) para 112.517. Na verificação com julho do ano pretérito a redução foi de 4,8%. “Já foram 3,5 milénio demissões desde o início da pandemia. Houve também casos de PDV (Programa de Deposição Voluntária) e não renovação dos contratos com prazo determinado. A redução dos empregos na indústria automobilística só não é pior porque as empresas estão usando os mecanismos da Medida 936”.
A Lei nº 14.020/2020, aprovada a partir da Medida Provisória 936, citada por Moraes, instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Serviço e Renda, uma vez que forma de diminuir os efeitos econômicos e sociais causados pela pandemia do novo coronavírus.  Entre outras medidas, a lei permite a suspensão temporária do contrato de trabalho por até 60 dias e a redução proporcional de salários e da jornada dos trabalhadores pelo período de até 90 dias.
Segundo Moraes, o setor sempre defendeu a quantidade e qualidade dos empregados porque as pessoas são muito muito preparadas e treinadas em todas as áreas. “São pessoas trabalhando com novas tecnologias, mas a veras que estamos enfrentando é um novo patamar de mercado e ajustes aconteceram esse mês e podem ocorrer nos próximos meses”.
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