[EXCLUSIVO] Avaliação: ao volante do Fiat 500e, elétrico já confirmado para o Brasil


Carros elétricos da marca Fiat? Muitos duvidaram, relembrando polêmicas declarações de Sergio Marchionne sobre os carros a bateria. Mas, hoje em dia, a evolução é rápida. Marchionne obviamente sabia muito muito disso e, longe dos holofotes, já preparava seu sege elétrico em sigilo. Objetivo? Concluir o projeto patente no momento patente, sem precisar recorrer a improvisos. E assim nasceu leste novo 500, ou melhor, o Novo Fiat 500e, elétrico tão inovador quanto foi o de 2007 em relação ao de 1957. Na verdade, em alguns aspectos até mais, pois a transição da era fóssil para a da vigor limpa traz implicações muito mais complexas.
Aceleramos o protótipo em Turim, Itália, mais de um mês antes do lançamento solene. Trata-se de uma unidade pré-série, mas completa e definitiva em design e mecânica. Sou o primeiro jornalista italiano a encaminhar o primeiro sege elétrico italiano. Quero ver se o saliente preço de € 37.900 (mais de R$ 230.000) desta versão Cabrio de lançamento se justifica por oferecer um teor supra da média (o hatch com teto de vidro, que será vendido no Brasil já no ano que vem, custará € 3.000 a menos).

Ao saber o Fiat 500e, meus primeiros sentimentos são de espanto e espanto. Ele é um objeto de frase da pura italianidade, porquê já nos diz o botão de arranque, que entoa as cinco primeiras notas escritas por Nino Rota para a trilha sonora de “Amarcord”, de Felini (os elétricos, na Europa, são obrigados a enunciar um som sintético em baixas velocidades).
No trânsito
Cá estou no trânsito de Turim, e a temperatura é de 38 graus na sombra. O ar-condicionado funciona muito muito e o indicador marca 95% da bateria e 300 quilômetros de autonomia. A vigor está sob meus pés e os dos passageiros de trás: uma bateria de 42 kWh com células prismáticas da Samsung que, segundo a marca, garante uma autonomia de 400 quilômetros no uso urbano.
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O que fica mais evidente à primeira vista é a sensação de espaço e o conclusão de basta nível. Entre os bancos dianteiros, que são mais largos do que no 500 normal, há um túnel de armazenamento com os controles de volume do sistema multimídia e também dos modos de direção. Estou na forma Normal, no qual a regeneração de vigor quando o acelerador é liberado é limitada. Nessas condições, o sege é extremamente suave, com a sensação de leveza acentuada pelo bom ajuste das suspensões.

Galeria: Fiat 500e (interno)

Quase um Abarth
O Cinquecento do século 21 sempre foi um sege firme, até demais para quem viaja no banco traseiro. O Fiat 500e, elétrico, é também seguro, mas sem rangidos, torcidas ou pancadas secas. Graças ao ordinário núcleo de seriedade e à novidade calibração das suspensões, a sensação é a de encaminhar um kart, mas sentado em uma boa poltrona. E ele é dextro: nos testes tradicionais insistimos no 0-100 km/h, mas, na cidade, o 0-50 km/h é mais importante – neste caso, 3,1 segundos. Para se ter uma teoria, o Tesla Model 3 (leia avaliação) Standard Range+ e o 595 Abarth de 180 cv são só meio segundo mais rápidos, enquanto o Renault Zoe e o VW e-up marcam 3,4 segundos.
Tento correr mais possante, porém o trânsito está ruim e passo para o modo Range, quando a suavidade dá lugar a uma recuperação de vigor tão vigorosa que permite desacelerar quase até parar sem usar os freios. Para quem já dirigiu um elétrico não é surpresa, mas, neste caso, a desaceleração está muito muito calibrada para o uso urbano e permite restaurar boa ração de vigor. Se a bateria estiver acabando, o modo Sherpa salva: o ar-condicionado se desliga e a máxima passa de 150 para 80 km/h.
100% Do dedo
Além de ter uma direção animada, silenciosa e na posição correta, o Fiat 500e, elétrico, é o único sege do seu segmento com direção autônoma nível 2, e também o único sege elétrico conversível de quatro lugares disponível hoje. Outrossim, tem conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay.

Tudo graças ao novo sistema multimídia Uconnect 5, que é fácil de usar e fica em posição muito visível e atingível: as funções principais não foram “enterradas” nos menus. O único inconveniente é a franqueza da porta por dentro, por um botão, e não uma maçaneta (neste pormenor, parece um Tesla).

Já a alavanca de câmbio foi substituída por um teclado nivelado no quadro, inferior dos controles do ar. Entre os dois, um divisão para carregamento sem fio de smartphones e outro camafeu do orgulho italiano: a textura do tapete reproduz o horizonte da cidade de Tenro. Muito-vindo de volta a Mirafiori, 500.
FIAT 500e Cabrio La Prima
Preço obrigatório (ESTIMADO) € 30.000Carruagem medido € 37.900 (R$ 237.000)
Motor: dianteiro elétrico, com ímã permanenteCombustível: a bateriaPotência: 118 cvTorque: 22,4 kgfmCâmbio: caixa de reduçãoDireção: elétricaSuspensões: n/dFreios: n/dTração: dianteiraDimensões: 3,63 m (c), 1,69 m (l), 1,51 m (a)Entre-eixos: 2,30 mPneus: 215/55 R17Porta-malas: n/dBateria: íons de lítio, 42 kWhPeso: n/d0-100 km/h: 9s (0-50: 3s1)Vel. máxima: 150 km/hConsumo médio: n/dEmissão de CO2: zero g/km 100% elétricoAutonomia: 320 km
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