Avaliação: ao volante do Ford Territory (será um negócio da China?)


Sinal dos tempos: o consumidor que antes comprava um sedã porquê o Ford Fusion, nascido nos EUA e fabricado no México, agora leva SUVs médios porquê levante novo Ford Territory, nascido e produzido na China, que chega em setembro, com pré-venda em condições especiais a partir de hoje (leia cá). O primeiro Ford fabricado lá e vendido cá chega para competir com o pernambucano Jeep Compass e com os mexicanos VW Tiguan Allspace e Chevrolet Equinox. Mas será ele um “negócio da China”? Veremos.
Passamos alguns dias com o SUV e notamos que, nas ruas e estradas, ele labareda bastante atenção. Sua carroceria remete a outros modelos da marca, e isso é propositado. O frentista pensou ser o novo Edge, o que é bom para a montadora (“é um legítimo Ford, não um carruagem chinês”). Ao mesmo tempo, ele é um SUV bonito, referto de vincos e de personalidade. E grande, o que atrai quem compra carruagem por metro, em procura de espaço e status.
ESPAÇO DE SOBRA
A cabine com o largo console mediano, que dá uma sensação de carruagem grande
Na cabine, há altos e baixos. Entre os pontos positivos ficam o aperfeiçoamento com materiais macios, imitação de madeira e iluminação por LEDs, os bancos ventilados, o enorme teto panorâmico e o console mediano largo, que dá a sensação de se estar em um carruagem grande e “chique”.
No Titanium, há, ainda, itens porquê carregador de celular sem fio, bancos de pele perfurado com ventilação e aquecimento e quadro de instrumentos do dedo e configurável (com 10”, mas grafismos questionáveis; no modo Sport, o conta-giros devia ter visualização rápida, mas ele é do dedo, sem ponteiro).

Ford Territory – pintura do dedo

Dentro do Territory, você se sente em um “suvão” imponente, sentado mais cima que nos outros carros. No banco traseiro, com saídas de ar dedicadas, mesmo adultos têm espaço de sobra para as pernas e os assentos que são similares ao dianteiro, em forma e comforto.

Mas se o Territory se destaca pelo tamanho e pelo espaço em relação ao best-seller Compass, Tiguan e Equinox são ainda um pouco maiores por fora, e têm porta-malas mais amplos. Aí está um dos pênaltis deste Ford – que leva só 348 litros, ou, sem o porta-pacotes, 420 (o mesmo que muitos dos SUVs compactos). Para piorar, a tampa traseira é pesada (e não é motorizada porquê em alguns dos rivais).
Considerando o tamanho do SUV e sua vocação para carruagem de família, o porta-malas devia ser maior. Sua capacidade totalidade é de unicamente 348 litros, e unicamente retirando a tampa (porta-pacotes) chega a 420 litros, mais ou menos a mesma capacidade que os compactos Honda HR-V e Nissan Kicks oferecem aquém da tampa
Outro ponto negativo do Territory aparece no sistema multimídia – justamente um item que há muito tempo nos acostumamos a elogiar em todos os Ford. Em vez da conhecida e amigável risca Sync, ele traz o confuso “Sync Touch”. A tela é grande e formosa, com ótimo contraste, e há conectividade Apple CarPlay sem fio (Android Auto com fio). Mas a interface não é intuitiva, e a navegabilidade não é zero eficiente. Mudar a temperatura do ar, por exemplo, é uma tarefa nem um pouco rápida.

Ford Territory – multimídia e detalhes internos

SUAVE AO VOLANTE
A chave é presencial, e o botão de partida fica do lado esquerdo, porquê nos Porsche (mas isso se mostrou ruim ao guiar a noite, quando sua iluminação vira um revérbero no vidro, atrapalhando a visualização do retrovisor).

A posição de guiar é boa, embora o ajuste do volante seja restringido. Apesar de os engenheiros da marca terem rodado mais de 100 milénio quilômetros no Brasil para ajustar motor, câmbio, suspensões, rumor e acústica, ao volante o Territory ainda tem sotaque chinês.
O SUV ficou bastante tristonho e confortável, é verdade, mas as suspensões são exageradamente macias: nas curvas mais fechadas, a frente quer evadir, e o SUV mostra seu peso. Na terreno, elas garantem visível conforto, e a boa fundura do solo (21,5 cm) evita raspadas. Mas os buracos maiores são recebidos com pancadas secas. Pelo menos a direção é muito precisa – e não exageradamente ligeiro, porquê na maioria dos modelos chineses.
A grande dimensão envidraçada ilumina a cabine e “aumenta” O tamanho do SUV
Na mecânica, o Territory tem motor 1.5 turbo de 150 cv – mesma potência do Tiguan, mas menos que os 172 cv do Equinox –, e um pouco menos de torque que eles. Para reduzir o consumo, trabalha no ciclo Miller (as válvulas de recepção demoram a fechar, para que secção da mistura volte ao coletor de recepção para ser usada no próximo ciclo).
Mas essa medida não adianta muito. Na cidade, pisando de ligeiro no acelerador, até que o SUV nos surpreendeu, marcando, em nosso uso quotidiano, de 8 a 9 km/l. Na estrada, porém, tivemos muita dificuldade para superar os 10 km/l, mesmo em velocidade manente de 120 km/h (2.500 rpm). Aliás, mesmo segundo os números do PBEV-Inmetro, consumo urbano e rodoviários são mais próximos do que o normal – e o último, pior que a média.
As saídas de escape são invocadas, mas o desempenho não impressiona
Também para poupar gasolina (ele não é flex), a transmissão é do tipo CVT. Acoplada por conversor de torque hidráulico, tem saídas suaves e atua muito na cidade, garantindo suavidade e um desempenho sem decepções. Mesmo no meu bairro, referto de ladeiras, não faltou força ao conjunto (e o freio de mão elétrico com auto-hold é prático). Embora digam que é uma CVT com oito marchas, as marchas só são simuladas quando se coloca a alavanca no modo manual – e não sempre, porquê em alguns modelos. Assim, atua porquê uma CVT normal.
Não há aletas no volante, e, para selecionar entre as oito marcha é preciso antes colocar a alavanca para a esquerda (e levante modo é submisso, não reduzindo nem com o kick-down). Curioso é que a 120 km/h, ao mudar para o modo manual ele fica em sexta: sétima e oitavas tem relações pré-definidas que baixam as rotações (1.900 rpm na última marcha), mas o carruagem fica meio “morto”, sem força para responder às solicitações do pé recta (porquê em outro chinês, o Caoa Chery Arrizo 5). E, ainda assim, o consumo não melhora.

Há, ainda, o modo Sport, acionado por botão. Ele mantém os giros do motor mais altos e o acelerador mais espantadiço, mas não adianta muito. Quando você pisa fundo para fazer uma ultrapassagem, por exemplo, a transmissão vagar a responder. Nesses casos, é melhor retrair para o modo manual – mas muita gente não gosta ter de permanecer trocando marcha em um carruagem automático. E, no término das contas, esse é um carruagem para caminhar na boa mesmo. O negócio dele é o conforto.
ALTA TECNOLOGIA
O Territory topo de risca vem com um interessante pacote de sistemas semi-autônomos, mas nem todos eles funcionam muito muito. O alerta de mudança involuntária, por exemplo, não atua no volante, e só emite um alerta sonoro. Mas o maior problema é que ele exagera na cautela. Mal calibrado, ele alerta mesmo se você unicamente se aproxima das faixas no asfalto – e isso nos irritou até conseguirmos encontrar o comando para desligá-lo, meio escondido detrás da alavanca de câmbio.
Já monitor de ponto cego (alerta luminoso e, em situações mais críticas, também sonoro) e piloto automático adaptativo funcionaram muito muito. Levante último tem “Stop and Go”: mantem a intervalo do veículo primeiro e atua na frenagem até a paragem totalidade – e, dentro de três segundos, sai totalmente sozinho.
Função útil no anda e para do trânsito – mas pena que, se permanecer parado mais tempo que isso, você tem que estugar de novo (e reativar o sistema, o que é ruim; em muitos modelos, basta estugar que ele retoma a velocidade programada anteriormente). Também há um alerta de colisão com frenagem (só funciona no trânsito, a até 30 km/h, que serve justamente para evitar as pequenas (e caras) colisões por distração.
Ah, e o Ford Territory ainda estreia o Ford Pass Connect, sistema que permite controlar diversas funções do carruagem pelo celular – porquê dar partida, vincular o ar-condicionado para ir climatizando a cabine, travar e destravar portas, localizar o carruagem ou ver a pressão dos pneus. Ou por outra, tem alerta de acionamento do rebate (você pode invocar a polícia sem percorrer o risco de ir pro carruagem e o risco de encontrar o ladrão ou sequestrador). O primeiro ano de assinatura deste serviço é gratuito, mas depois disso ele deve passar a ser cobrado.
MAIS POR MENOS. SÓ QUE NÃO
Deixei o preço para o final porque era logo que costumava suceder nas apresentações dos carros chineses até há qualquer tempo: depois de mostrar o que o padrão oferecia – em muitos casos mais do que os ocidentais –, revelavam os preços. E aí vinha a grande surpresa. O título “Negócio da China” nunca foi tão usado. Mas o dólar cima e a melhoria na imagem (e na qualidade) dos modelos daquele país mudaram as coisas.
Cá, por exemplo, a surpresa é o preço ser igual aos dos outros (veja detalhes deles no quadro): a versão SEL custa R$ 165.900, e a Titanium avaliada, R$ 187.900. Preço de Compass Limited diesel, com tração 4×4, ou de Equinox 2.0 turbo, de 280 cv.
Curioso é que na apresentação a marca americana comparou o Teritory ao Compass e ao Tiguan Allspace, mas não ao Equinox 1.5 – que secção de R$ 137.260. Falta ao Ford Territory uma versão mais básica, na filete de R$ 135 a 150 milénio. E, nas demais, equiparado em preço ou até mais dispendioso que os rivais vendidos nos exigentes mercados americano e/oueuropeu, o SUV da Ford fabricado na China não mostra muito argumentos para convencer o consumidor.
O Ford Territory pode ser, sim, uma compra interessante, uma novidade e encantador opção, enxurrada de tecnologia e com um belo design. Mas, com estes preços, não dá para manifestar que é um negócio imperdível. Respondendo à pergunta do título, o Ford Territory vem da China, mas não é um negócio da China.

  
Ford Territory Titanium
Preço fundamental R$ R$ 165.900Coche estimado R$ R$ 187.900
Motor: quatro cilindros em risca 1.5, 16V, duplo comando variável, injeção direta, turbo Cilindrada: 1499 cm3Combustível: gasolinaPotência: 150 cv a 5.300 rpmTorque: 22,9 kgfm de 1.500 a 4.000 rpmCâmbio: automático continuamente variável (CVT), modo manual com oito marchas Direção: elétricaSuspensões: MacPherson (d) e multi-link (t)Freios: disco ventilado (d) e disco (t)Tração: dianteiraDimensões: 4,580 m (c), 1,936 m (l), 1,674 m (a)Entre-eixos: 2,716 mPneus: 235/50 R18Porta-malas: 420 litros (348+72)Tanque: 52 litrosPeso: 1.632 kg0-100 km/h: 11s8Vel. máxima: n/dConsumo cidade: 9,2 km/lConsumo estrada: 10 km/lEmissão de CO2: sem dadosNota de consumo: não divulgadaClassificação na categoria: não divulgada

Ford Territory – divulgação

EQUIPAMENTOS
Ford Territory SEL (R$ 165.900)
Rodas de liga ligeiro de 17″, pneus 235/55 R17, teto solar panorâmico elétrico,  luzes de meio diurna (DRL) em LED, lanternas traseiras em LED, faróis em LED, faróis com temporizador (follow me home), faróis de neblina dianteiros, retrovisores externos na cor do veículo e luzes indicadoras de direção, retrovisores externos com ajuste elétrico, antena tipo barbatana de tubarão
ar-condicionado automático do dedo com saída para os bancos traseiros, console mediano com porta-objetos e esteio de braço, bancos traseiros com esteio de braço mediano e porta-copos integrado, banco traseiro bipartido e rebatível, banco do passageiro com ajuste manual de quatro posições, bolso porta-revistas detrás do banco do motorista e passageiro, vidros elétricos com sinceridade e fechamento com um toque para cima/grave (dianteiros / traseiros), parassol com espelho de cortesia e luzes (motorista / passageiro), volante em pele, luzes traseiras de leitura, ajuste manual do volante em 4 posições
assistente de partida em rampas (HLA), controle eletrônico de segurança (ESC) e tração (TCS), freios a disco nas 4 rodas, com ABS e EBD, monitor de pressão dos pneus, cintos de segurança dianteiros com ajuste de fundura, seis airbags (frontais, laterais e cortinado), isofix, espelho retrovisor interno eletrocrômico, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiro e dianteiro, chave presencial, tela mediano multifuncional sensível ao toque HD de 10.1″, Apple CarPlay sem fio, três entradas USB frontais (1 para transferência de registo + recarga / 2 para recarga), ingressão USB para carregamento traseira, Android Auto, comandos de áudio e voz no volante, seis alto-falantes
Funções do Ford Pass: partida remota com climatizador, travamento e destravamento, alerta de acionamento do rebate no celular (Guard Mode), localização, status do veículo (autonomia, pressão de pneus, nível do combustível), alertas de funcionamento,
Ford Territory Titanium (R$ 187.900)
ITENS DO SEL, MAIS: Rodas de liga ligeiro de 18″, pneus 235/50 R18, teto pintado de preto, luzes de aproximação nos retrovisores, retrovisores externos rebatíveis eletricamente, maçanetas cromadas, bancos parcialmente em pele na cor bege, bancos dianteiros com aquecimento e resfriamento controlável, luz envolvente configurável em sete opções de cores e intensidade, fechamento global de portas, vidros e teto solar, banco do motorista com ajuste elétrico de oito posições, ajuste manual do volante em 4 posições, alerta de colisão e frenagem autônoma de emergência (AEB), sistema de monitoramento de ponto cego, alerta de mudança de filete, câmera 360º com visualização panorâmica, pintura de Instrumentos do dedo com com tela HD de 10″ configurável, piloto automático adaptativo com Stop and Go, sistema de estacionamento automático, carregador celular sem fio, acendimento automático dos faróis, sensor de chuva, Entradas USB no retrovisor, oito alto-falantes
Cores disponíveis:
Branco Bariloche, Marrom Roma, Prata Maiorca, Preto Toronto, Vermelho Vermont e Azul Santorini
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