Comparativo: VW T-Cross x Chevrolet Tracker


VW T-Cross e Chevrolet Tracker. Dois utilitários esportivos tentadores que têm atraído olhares dos consumidores. O primeiro é a sensação do momento e debutou neste ano, em meio à pandemia, com uma lista de equipamentos de série capaz de fazer inveja tanto ao Volks quanto aos demais rivais do segmento. O segundo acaba de chegar à risco 2021.
Posicionados na mesma tira de preços nas configurações top de risco avaliadas, ambos têm lutado pela liderança do segmento de SUVs com o antes imbatível Jeep Renegade. Neste ano, o VW T-Cross chegou à liderança em fevereiro, enquanto o Chevrolet Tracker, que foi lançado em março, vendeu mais em abril e maio. Em junho e em julho, o T-Cross ficou novamente em primeiro, e o Tracker, em terceiro e segundo, respectivamente. A pugna é boa, e pode valer a liderança do mercado totalidade – que as duas marcas também disputam. Mas qual dos dois oferece mais por menos?
O novo Chevrolet Tracker é construído na plataforma GEM (Global Emerging Markets), compartilhada com Onix e Onix Plus, enquanto o T-Cross utiliza a versão A0 da base MQB – do trio Virtus/Polo/Nivus.

DESIGN
Muito distintos visualmente, o VW tem estilo mais clean, com linhas técnicas e retas, enquanto o Tracker tem design muito vincado, elementos cromados e um olhar com faróis afilados. E o que parece ser luzes de neblina, na verdade, são setas. Um sítio suscetível a eventuais “braçadas” do motorista –assim porquê a tampa do porta-malas, que pode amassar em leves colisões. Questão de estilo, e não se pode ter tudo, não é verdade?

Lado a lado, o Tracker é maior no comprimento (7,1 cm) na largura (3,1 cm) e também na fundura (5,6 cm). Mas é quem viaja detrás no T-Cross que encontra saídas de ar, duas entradas USB (que o Tracker também tem) e mais espaço para as pernas e joelhos, por conta dos 2,651 m de entre-eixos, contra exclusivamente 2,570 m do oponente.
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CABINE E CONTEÚDO
Ambos dão um show à segmento em ergonomia, com colunas de direção ajustáveis em fundura e profundidade e comandos muito à mão, mas a qualidade dos materiais e dos acabamentos – acredite –é melhor no Volks. E a posição de encaminhar é mais baixa nele, que ainda transmite uma melhor visibilidade frente/traseira e tem o interessante quadro de instrumentos Active Info Display de 12,3”, totalmente do dedo e configurável de série nas versões mais caras.Já o cluster do Tracker é convencional, com velocímetro e conta-giros analógicos e a tela médio colorida do computador de bordo.

O T-Cross tem cluster do dedo de série nesta versão, além da médio VW Play, novidade da risco 2021 em todas as versões (chegou depois de nossas fotos, mas é a mesma do Nivus). Os dois tem ar-condicionado automático. O botão de partida do Volks fica junto da alavanca de câmbio
VW T-Cross e Chevrolet Tracker têm excelentes centrais multimídia com Android Auto e Apple CarPlay. A do Tracker tem a tela “flutuante”, enquanto a do T-Cross é mais integrada ao tela, garantindo um visual mais limpo ao habitáculo. Exclusivamente o Tracker tem wi-fi embarcado, mas é preciso remunerar um projecto de dados separado para usá-lo.

Enquanto isso, depois fazermos nossas fotos, o T-Cross chegou à risco 2021 e ganhou, em todas as versões, a médio VW Play que estreou no Nivus (leia cá). Diferentemente do sistema do Tracker, ela precisa usar o celular do motorista (ou de um passageiro) porquê roteador para acessar a internet e o Waze “nativo” e outros apps poderem funcionar. O veste é que, na prática, nenhuma delas traz vantagem tão significativa – depende muito do uso.

Chevrolet Tracker – interno

O Tracker tem médio multimídia mais no campo de visão e usa de texturas no tela para dissimular o excesso de plástico. Aquém, o carregador de celular sem fio, no console primeiro da alavanca de câmbio. Ao lado, a alavanca de câmbio: as trocas manuais são feitas exclusivamente por um zero prático botão na lateral dela
O Chevrolet Tracker Premier também tem de série carregamento de celular por indução, alerta de pontos cegos, park assist e teto solar panorâmico. Leste dois último é cobrado à segmento pela Volks no pacote Sky View (R$ 5.070), e os faróis de LED (de fábrica no Tracker Premier) fazem segmento do pacote Tech & Beats no T-Cross (R$ 6.350) – que ainda adiciona o assistente de estacionamento e o poderoso sistema de áudio da Beats com subwoofer. Quando “completão”, o SUV da Volkswagen vai a R$ 134.020, incluindo aí a pintura bitom (R$ 2.000). É quase o valor de um Tiguan Allspace 250 TSI (R$ 140.490), e praticamente o mesmo preço de um Chevrolet Equinox (R$ 135.190 iniciais).

VW T-Cross – espaço interno

Quem viaja detrás tem mais conforto no T-Cross, com mais espaço para as pernas e saídas de ar-condicionado dedicadas. Os bancos dianteiros são muito equivalentes em conforto
PORTA-MALAS
Já no duelo de porta-malas, o Tracker pode acomodar 357 litros de bagagem, perante os 373 do T-Cross. O assoalho do divisão de bagagens do Chevrolet é modulável, permitindo expandir em 36 litros (totalizando 393). O T-Cross também tem artimanhas para acomodar mais bagagens: o encosto do banco traseiro pode ser levado primeiro para crescer a capacidade em 420 litros, mas fica mais incômodo viajar no banco traseiro.

Chverolet Tracker – espaço interno

Os porta-malas têm 357 litros no Tracker e 373 no T-Cross. Usando o espaço inferior do assoalho, o Tracker vai a 393 litros; o T-Cross vai a 420 mudando a inclinação do encosto do banco traseiro
EMOÇÃO AO VOLANTE?
Se no pretérito o Tracker já teve motores aspirados 1.8 16V Ecotec de até 144 cv e 18,9 kgfm (etanol), além do 1.4 16V turbo (também da família Ecotec) de até 153 cv de potência e 24,5 kgfm de torque, agora ele esconde sob seu capô um novo três cilindros 1.2 turbinado capaz de entregar 133 cv e 21,4 kgfm rodando no etanol.
Sob o capô do T-Cross fica o quatro cilindros 1.4 16V também com turbo (o mesmo usado pelo Virtus GTS) e injeção direta (indireta no Tracker Premier). São até 150 cv e 25,5 kgfm. A relação peso-potência do Tracker é de bons 9,56 kg/cv,e sua potência específica, de 110,93 cv/litro. Enquanto isso, no Volks são 8,61 kg/cv e 107,53 cv/litro. Os 21 kg a mais do T-Cross na balança acabam sendo muito compensados pelos 17 cv e 4,1 kgfm extras em relação ao rival.

Assim, é o T-Cross que transmite respostas mais afiadas, auxiliadas pelo bom trabalho do seu câmbio automático de seis marchas. Outrossim, ele permite trocas sequenciais tanto pela alavanca quanto pelas borboletas junto ao volante – no Tracker, as mudanças manuais são realizadas exclusivamente na posição “L” e por um zero prático botão na lateral da alavanca de câmbio.

O desempenho do T-Cross é entregue mais cedo, e ele mostra uma maior disposição para correr. E ainda possui o seletor de modos de transporte com os programas ECO, Normal, Sport e Individual. Eles alteram alguns parâmetros, porquê as respostas do motor, do câmbio, da direção e até o funcionamento do ar-condicionado. O tanque de combustível de 44 litros do Tracker Premier é oito litros menor que do T-Cross (52 litros), o que dá uma bela diferença na autonomia.
DINÂMICA
As suspensões do T-Cross são mais firmes e ele ainda tem bloqueio eletrônico do diferencial. É um SUV com comportamento quase de hatch médio em curvas, transmitindo menor rolagem de carroceria. Essa dinâmica apurada ofídio o seu preço ao trafegar pelos nossos asfaltos lunares, pois o conjunto do Tracker filtra e absorve melhor as irregularidades do piso. Em ressarcimento, o vão livre do Chevrolet é de 15,7 cm, contra 19,1 cm do Volkswagen.

Uma desvantagem do Tracker perante ao rival está nos freios a disco exclusivamente no eixo dianteiro, ao passo que no T-Cross são nas quatro rodas. Mesmo assim, o Tracker traz o alerta de colisão com frenagem de emergência e o já citado alerta de ponto cegos. Ainda falando em itens de segurança, o T-Cross inclui o alerta de fadiga para o motorista e o sistema de frenagem automática pós-colisão para evitar uma segunda batida.
Na ponta do lápis
É uma pugna boa, e o resultado foi um empate técnico entre VW T-Cross e Chevrolet Tracker. No entanto, pelo dispêndio/favor o Chevrolet Tracker sai vencedor do comparativo. Principalmente pela lista de equipamentos de série desta versão Premier, com muitos itens de conforto, comodidade e segurança – alguns deles cobrados à segmento no VW.

A diferença de preço do T-Cross Highline “completão” para o Tracker Premier passa de R$ 15 milénio. Outrossim, o Chevrolet também tem um menor dispêndio da cesta básica de peças.Agora, se moeda não é problema, fique com o T-Cross. Jogam em prol dele as três primeiras revisões gratuitas, enquanto no caso do Tracker será preciso desembolsar no mínimo R$ 1.392 nos primeiros 30 milénio quilômetros. Com dinâmica mais afiada, o T-Cross ainda tem atrativos porquê o tela do dedo e o desempenho superior. Mas o Chevrolet não está para gaudério, e ambos têm potencial para assumir a liderança entre os SUVs.

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