Avaliação: Territory marca foco ampliado da Ford em SUVs


Importado da China, utilitário esportivo médio aposta em tecnologia e conectividade para enfrentar o Jeep Compass. Será suficiente para vencer o líder?
 
A genealogia é a ciência que estuda a origem e linhagem de diversas gerações de famílias. No mundo dos carros, há privança entre os diversos modelos que integram o portfólio das marcas, ainda que tenham carrocerias distintas. A Ford, que passará a concentrar seus esforços no lançamento de SUVs e picapes, inaugura uma linhagem dissemelhante com o Territory: a de origem chinesa.
O novo Ford é derivado do SUV chinês JMC Yusheng S330. O padrão é fabricado em Xiaolan, na China, pela própria JMC. Por isso diversos pontos do coche (uma vez que componentes sob o capô) trazem indicações em mandarim. A novidade não possui nenhum parentesco com qualquer Ford vendido no Brasil, o que inclui peças estruturais, mecânicas ou de retoque – a exceção à regra é o logotipo da obreiro.
A marca do oval azul garante que o Territory oferecido por cá traz modificações nas buchas da suspensão e amortecedores, além de pneus mais silenciosos (Goodyear Assurance Fuel Max AN 235/50R18) e reforço no isolamento acústico. Segundo a Ford, o desenvolvimento do Territory incluiu 100 milénio quilômetros de testes de rodagem e 10 milénio horas de validações em laboratórios e campos de provas no Brasil.

O motor do novo SUV é um 1.5 turbo da família EcoBoost, com injeção direta de combustível, intercooler e comando de válvulas variável. Somente a gasolina, produz 150 cv de potência a 5.300 rpm e 22,9 kgfm de torque entre 1.500 e 4.000 rpm. Oriente motor opera no ciclo Miller, a término de aumentar a eficiência energética. O câmbio é automático do tipo CVT (fornecido pela empresa Punch Powertrain), com simulação de oito marchas e tração sempre vanguarda.

Em relação ao vestuário de não ser flex, a Ford justifica a escolha pela pressa em lançar o padrão e pelo vestuário de o consumidor do segmento não priorizar o fornecimento com etanol.
O Territory possui 4.580 mm de comprimento, 1.936 mm de largura, 1.674 mm de profundeza e 2.716 mm de intervalo entre eixos. Para efeito de confrontação, o Compass mede, na ordem: 4.416/1.819/1.639/2.636 mm.

Uma vez que anda o Territory?
Apesar dos números razoáveis de potência e torque, os 1.632 kg de peso em ordem de marcha jogam contra qualquer proposta de esportividade. As respostas em acelerações e retomadas até agradam para o porte do Territory, mas há um perceptível efeito turbo-lag (detença no recheio do turbo) aquém de 1.500 rpm. Dados de fábrica indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 11,8 segundos e velocidade máxima de 180 km/h.
Em velocidade de cruzeiro, a 120 km/h, o motor gira a baixas 1.850 rpm. Porém, a qualquer quebrada mínimo, a caixa CVT eleva a rotação desnecessariamente para a vivenda de 3.500 rpm, o que compromete o consumo. Neste caso, a saída do motorista é optar pela seleção de “marchas” no modo manual, que desabilita a ativação do controle de cruzeiro.

O ajuste de suspensão segue a silabário chinesa e privilegia o conforto, com acerto macio e ótima sucção de impactos e imperfeições do asfalto. Mesmo assim, há bom controle de distensão de molas e amortecedores ao transpor desníveis, uma vez que lombadas. Em curvas, a rolagem da carroceria é contida e harmonizável com o meio de sisudez ressaltado. A direção (assistida eletricamente) é bastante ligeiro em manobras e tem peso correto em velocidade de cruzeiro, com meio muito definido – ao contrário de outros modelos que vêm da China.
Silêncio a bordo
Um dos maiores destaques do novo Ford é o isolamento acústico. O zelo da engenharia com leste vista aparece no som escamoteado ao fechar portas e na sensação de isolamento do que acontece do lado de fora. Carros com câmbio CVT costumam apresentar ruídos incômodos em acelerações e retomadas, devido à particularidade dessa caixa de manter a rotação permanente com o pé espetado no acelerador. No Territory, entretanto, há pouquíssima intrusão de soído do motor na cabine.
Os materiais de retoque também saltam aos olhos, com pele de boa qualidade em bancos, quadro e portas, peças emborrachadas e com encaixes justos. Destoam do conjunto unicamente as teclas do volante e o retoque plástico da alavanca de câmbio, ambos com vista simplório. Na versão avaliada, a iluminação envolvente personalizável, com opção de 7 cores, aumenta a percepção de refinamento. Os ocupantes do banco traseiro têm ingresso USB e saída de ventilação dedicada.

Largas, as colunas dianteiras e traseiras exigem atenção com os pontos cegos. Felizmente, há retrovisores com grande campo de visão e câmeras de estacionamento 360°, com ótima solução e grafismos tridimensionais do coche que auxiliam bastante o motorista em manobras.
A mediano multimídia possui tela de 10,1 polegadas e é harmonizável com espelhamento sem fio de Apple CarPlay, além de Android Auto pelo método convencional (via cabo). A tela possui visual dissemelhante dos Ford nacionais e permite a personalização em diferentes proporções, destacando informações escolhidas pelo motorista (uma vez que os comandos de ventilação ou mídia a reproduzir, por exemplo).
Outra novidade trazida pelo Territory é o serviço FordPass Connect. Com roteador de internet 4G embarcada, o veículo possui serviços conectados. Por meio de aplicativo, é verosímil travar e destravar portas à intervalo, dar partida remota com acionamento de climatização, verificar o nível de combustível ou a pressão dos pneus pela tela do celular. Também será verosímil fazer o agendamento online de revisões, diretamente pela tela da mediano.

Os primeiros compradores do Territory terão 1 ano gratuito de FordPass Connect – a marca disse ainda não ter definido os valores regulares de assinatura. O fornecimento da internet (com SIM Card 4G embarcado) será oferecido em parceria com a operadora Tim.
O espaço para ocupantes é outro quesito em que o Territory defende-se muito, mormente no banco traseiro. Há mais espaço para joelhos e ombros que no principal rival, o Jeep Compass. No porta-malas, entretanto, o volume é pequeno, com 348 litros de capacidade – no opoente, são 410 litros.

Versões e equipamentos
O Territory estreia em duas versões, SEL (R$ 165.900) e Titanium (R$ 187.900), cá avaliada. A de ingresso vem de série com faróis principais e luzes de rodagem diurna em LED, teto solar panorâmico, mediano multimídia de 10,1 polegadas, ar-condicionado do dedo, rodas de 17 polegadas, sensores de estacionamento traseiros, controles de firmeza e tração, assistente de saída em rampas, 6 airbags, câmera de ré e chave presencial.

O retoque topo de risco adiciona frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo com função stop & go (reacelera maquinalmente depois paradas), monitoramento de pontos cegos, alerta de saída involuntária de filete, rodas de 18 polegadas, carregamento de celular por indução, bancos em pele simples com aquecimento e ventilação nos dianteiros, retrovisores rebatíveis eletricamente, quadro de instrumentos do dedo, sensores de estacionamento dianteiros, câmeras 360°, ajustes elétricos no banco do motorista, luzes envolvente em LED e sensor de chuva, entre outros.

Consumo
Segundo dados de fábrica, o consumo do Territory no padrão do Inmetro é de 9,2 km/l na cidade e 10 km/l, na estrada. Em nossa avaliação, conseguimos as médias (com ar-condicionado ligado) de 8,6 km/l em envolvente urbano e 10,7 km/l, no rodoviário. Com tanque de combustível de 52 litros, a autonomia é 499 quilômetros na média PECO (55% cidade/45% estrada).

Pré-venda com seguro e revisões gratuito
As revisões até 30 milénio quilômetros (ou 3 anos) do Territory têm preço sugerido de R$ 1.382. Os compradores que fecharem negócio na pré-venda terão um ano de seguro, três primeiras manutenções gratuitas e entrega do veículo em vivenda com serviço de desinfecção Ford Clean. A marca está oferecendo ainda condições especiais de financiamento (com parcelas pela metade até 2022) e opção de blindagem homologada, sem perda de garantia (feita pela blindadora certificada Leandrini).
O Territory chega uma vez que primeira investida da Ford contra o Jeep Compass, líder dos SUVs médios. Apesar de ter se mostrado um resultado competente, o Territory fica mais vulnerável que os nacionais em relação à instabilidade cambial pelo vestuário de ser importado – certamente, antes da pandemia da Covid-19, os planos da Ford previam preços mais competitivos. A ofensiva da marca, porém, está unicamente no início: os próximos utilitários esportivos serão o Escape hídrido e o Bronco Sport.
 




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